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quarta-feira, 12 de julho de 2017

NOMES DA 27ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE INVERNO - EDNARDO

José Ednardo Soares Costa Sousa, ou simplesmente Ednardo, como se tornou conhecido em todo o Brasil é um dos grandes nomes da música popular brasileira, tendo vivido o auge de sua carreira nos anos 70.

Compositor, cantor, o artista na infância era vizinho de Fagner, num bairro de Fortaleza e por ser um pouquinho mais velho levava o coleguinha pra escola, conforme combinação das mães dos dois “pimpolhos”.

Ednardo se formou em engenharia química e ainda estudante começou a trabalhar na fábrica de asfalto da Petrobrás na capital cearense.

No trabalho, muitas vezes parava suas atividades para compor uma música, pois desde esta época o engenheiro era dominado pela vocação artística.

Depois o cantor começou a fazer shows, venceu um festival de música nordestina e começou a se destacar nos meios musicais de Fortaleza, juntamente com seus amigos Fagner, Belchior e Amelinha.

O próximo passo do compositor foi trocar Fortaleza pelo Rio de Janeiro e já no Sudeste lançou o primeiro disco intitulado “Ingazeira”, com “O Pessoal do Ceará”, que incluía Roger e Teti.

Em São Paulo, os cearenses começaram a fazer um programa de entrevistas na TV Cultura, entrevistando grandes personalidades da cultura nacional, como o ator Juca de Oliveira e o cantor pernambucano Luiz Gonzaga.

Antes de lançar o disco que o tornaria conhecido nacionalmente, Ednardo compôs a música “Beira Mar”, uma linda canção que foi gravada por Eliana Pitman, um nome conhecido na época.

Em 1974 o cearense lançou o vinil “O Romance do Pavão Misterioso”, um disco perfeito, que no entanto não fez muito sucesso, ficando conhecido apenas do público universitário, principalmente nas capitais do Nordeste.

Uma das músicas desse disco de 74 é “A Palo Seco”, composta em parceria com Belchior, que também gravou a canção, assim como Fagner.

Dois anos depois, porém, a música título do álbum, “Pavão Misterioso”, foi incluída na primeira versão da novela “Saramandaia”, escrita por Dias Gomes, e começou a tocar em todas as rádios do Brasil.

“Pavão Misterioso” foi regravada mais de 20 vezes, inclusive por Ney Matogrosso e extrapolou fronteiras, sendo tocada até entre os índios brasileiros e chegando até o Japão.

No disco seguinte, “Berro”, Ednardo gravou a música “Passeio Público”, em que faz uma homenagem a pernambucana de Exu Bárbara Alencar, uma das heroínas da Revolução de 1817.

“Azul e Encarnado”, terceiro vinil de Ednardo é outro álbum impecável, concebido em cima do folclore nordestino, com referências ao pastoril, ao reisado e ao cordel.

O cantor e compositor lançou outros discos em sua carreira, fez trilhas sonoras para filmes, dentre eles o longa “Luzia Homem”, em que também interpreta um pequeno papel, e em 2001 gravou um CD com música de outros autores.

Neste álbum, um dos últimos de sua carreira, assina apenas a canção título “Única Pessoa”, feita em parceria com o paraibano Chico César, que confessa ter sido muito influenciado pelo cearense em sua trajetória artística.


Ednardo está com 72 anos e se apresenta em Garanhuns no palco da Praça Mestre Dominguinhos, participando de um tributo a Belchior, juntamente com Geraldo Azevedo, Vanusa, Cida Moreira, Tulipa Raiz e Renata Arruda, dentre outros e outras.

Em shows feitos em Natal e Recife, recentemente, Ednardo cantou "A Palo Seco", "Paralelas" e "Como Nossos Pais" para homenagear o antigo parceiro.

Uma das melhores canções compostas por Ednardo é "Pastora do Tempo", que faz parte do disco "Azul e Encarnado". Confira o vídeo do Youtube com o áudio original da música, que tem uma participação brilhante de Fagner:


Um comentário:

  1. Em que pese, hoje, o cachê de EDNARDO ser mixuruca por está fora da mídia há 200 anos é uma ótima atração do FIG. Festival este, que se vislumbra ou com certeza será um dos piores que já esbarrou, aqui, na TERRINHA DA GAROA...

    P.S. : - Que pena EDNARDO não fazer um dueto com Fagner para homenagear o inesquecível Belchior... Mas sabe de quem é a culpa dessa falha proposital?!?!?! É desta traste de FUNDARPE, que um dia Garanhuns ainda se livra dela mandando-a para a casa da peste como Caruaru fez, dando-lhe um chute no traseiro!!!

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