GOVERNO DE PERNAMBUCO

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Presença do Governo no Agreste Meridional

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domingo, 2 de julho de 2017

ÁLVARO VOLTA A ALERTAR PARA A VIOLÊNCIA NO AGRESTE

Diante do crescimento da violência em municípios do Agreste Meridional, verificado no período das comemorações do São João, o deputado Álvaro Porto (PSD) voltou a ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar ação do governo Paulo Câmara. "A população, que continua refém da bandidagem, nos cobra; o nosso mandato denuncia, fiscaliza e pressiona, mas o governo não consegue comprar nem mesmo capacete, luva, joelheira e cotoveleira para quem vai para a rua defender a população", disse, se referindo ao auxílio financeiro pedido pelo 9º Batalhão de Polícia Militar, em Garanhuns, à Câmara de Dirigentes Lojistas daquele município para a compra de 24 equipamentos de proteção individual para policiais da Rocam.

Segundo o deputado, o registro de homicídios e assaltos em série nas últimas semanas deixou a população de Canhotinho, no Agreste Meridional, em pânico. Foram cinco assaltos apenas na última terça-feira (27.06). "Isso aumenta a revolta dos cidadãos com uma gestão que não consegue reprimir a violência. Temos uma cidade com uma área maior do que o Recife coberta por apenas três policiais”, declarou em discurso, nestas semana.

Em dois anos e meio de mandato, o deputado proferiu 12 discurso sobre falhas na política segurança, com ênfase para os crimes no Agreste. "Temos batido nessa tecla e vamos continuar a bater. O governo faz trocas de comando, anuncia inovações, ocupa a TV com propaganda, mas não é efetivo no que interessa: não consegue o êxito esperado no combate à criminalidade. Enquanto o governador não assume o papel que tem de assumir de nada adiantam comerciais mirabolantes e discursos inflamados. Teoria não mete medo em bandido e policial não opera milagre", atacou.

Curiosamente, no momento em que Porto discursava, o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, deixava o cargo, oito meses depois de empossado. É o segundo que passa pela pasta no governo Paulo Câmara. De acordo com o deputado, ao mesmo tempo em que cresce o terror, aumenta a revolta dos cidadãos por verem que o governo, mesmo mudando peças, não consegue reprimir a criminalidade.

Álvaro destacou que o Agreste Meridional tem sofrido com as limitações e o descaso do governo. "Ainda em 2015, promovemos audiência pública em Canhotinho para debater a violência no Agreste e buscar soluções de forma conjunta. Na ocasião, reunimos cerca de 1,5 mil pessoas. Cinco prefeitos, vereadores e inúmeros representantes da sociedade civil compareceram, mas o governo, embora convidado, não se preocupou em enviar um único representante. Quer dizer, faltou com o respeito com o povo e com lideranças da região", disse.

Logo em seguida, frisou o deputado, o então secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, recebeu relatório do que foi discutido em Canhotinho. "Mas, mais uma vez, o governo ignorou o que os moradores do Agreste debateram e reivindicaram", salientou.

No discurso, Álvaro Porto, voltou a afirmar que, enquanto a violência não dá trégua, o governo permanece perdido e sem conseguir cumprir o que se espera dele. "Pelo contrário. O socorro financeiro que o 9º Batalhão de Polícia pediu à CDL atesta a precariedade da estrutura da PM no Agreste. "É muito simbólico o governo posar de eficiente na TV, mas não dispor de R$ 12,8 mil para equipar policiais que atuam de moto em Garanhuns, onde a defasagem de homens supera casa dos 250. Os fatos falam por si só e jogam por terra qualquer propaganda", arrematou.

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