PALACE HOTEL

segunda-feira, 2 de março de 2015

PREFEITURA LIMPA VOÇOROCAS E NASCENTES DE RIOS

Dando continuidade às ações de educação ambiental e limpeza urbana em Garanhuns, a Secretaria de Serviços Públicos e Obras e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) realizaram, neste último final de semana, outro mutirão na rua Miguel Arraes, localizada na Cohab II. De acordo com a equipe, aproximadamente uma tonelada de lixo foi retirada da nascente do Rio Mundaú e de uma voçoroca do local.

Ao todo, 10 homens, sendo cinco deles da Defesa Civil e outros cinco da empresa Locar Saneamento Ambiental, trabalharam nesse último sábado (28). De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Thiago Amorim, a ação ainda vai beneficiar outros pontos da cidade. “É algo permanente, mas que precisa da colaboração da população para dar certo, não jogando lixo no córrego. Ontem mesmo já estavam depositando metralhas e lixo na voçoroca”, destaca o engenheiro.

Confira, abaixo, algumas dicas, fornecidas pela Defesa Civil, para prevenção aos riscos das fortes chuvas:

- Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido;
- Não jogue lixo ou entulho no córrego, para não obstruir a passagem de água;
- Jogue o lixo no lixo. Não jogue lixo em terrenos baldios ou na rua. Não jogue papel e lixo na rua;
- Não jogue lixo nos bueiros (boca de lobo), para não obstruir o escoamento da água;
- Limpe o telhado e canaletas de águas para evitar entupimentos;
- Não construa próximo a córregos que possam inundar;
- Não construa próximo de barrancos que possam deslizar, carregando sua casa;
- Não construa embaixo de barrancos que possam deslizar, soterrando sua casa;
- Seja solidário, avise aos seus vizinhos sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento. Avise, também, imediatamente ao Corpo de Bombeiros e à Defesa Civil;
- Conheça o Centro de Saúde mais próximo da sua casa, pode ser necessário.
- Não destrua a vegetação das encostas. Plantas com raízes maiores, gramas e capins ajudam na fixação do solo.
- Em morros e encostas, não plante bananeiras e outras plantas de raízes curtas, porque as raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos. 
- Se houver água correndo nas encostas, construa canaletas para impedir o fluxo de água no solo.
- Não amontoe sujeira e lixo em lugares inclinados porque eles entopem a saída de água, não jogue lixo em vias públicas ou barreiras, pois ele aumenta o peso e o perigo de deslizamento.
- Não faça cortes nos terrenos de encostas sem licença da Prefeitura, para evitar o agravamento da declividade.

Texto: Cloves Teodorico
Foto: Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Garanhuns
        

ARMANDO FORTALECE GRUPO POLÍTICO


De um observador da cena política em Caetés:

O prefeito de Caetés Armando Duarte (PTB) é um bom exemplo político para a região. Reside no município que governa e tem como uma das marcas de sua administração a sua presença constante no dia-a-dia da equipe de governo, das lideranças políticas e principalmente com os munícipes. Prova disso, foi mais um encontro realizado no último final de semana com a base política que dá sustentação ao seu governo.

Armando se reuniu com as lideranças e logo após comemoraram o bom momento Político-Admistrativo num restaurante em Garanhuns. Estiveram presentes o vice-prefeito Severino Gordo e os oito vereadores da situação: Galso, Bolbi, Lena, Paulinho, Duda Nypon, Edson de Olímpio, Tonho de Nina e Irmão Naldinho. Esta é a prova que Caetés hoje, tem um novo modo de governar que está dando certo graças à união e a participação de todos, prova disso, é o grande número de lideranças políticas e comunitárias que vem aderindo ao grupo do prefeito. 

UMA FOTO E VÁRIOS SENTIMENTOS

Caro Roberto Almeida, reproduzo foto e belíssimo texto da Aspirante da Marinha, Carla Andrade, a qual conseguiu  sintetizar em poucas letras o Brasil atual, a inversão de valores e como as pessoas se entusiasmam  com  besteiras. Envio do texto por Paulo Camelo.

 De todas as transformações que o nosso país enfrenta, não tenho dúvida que a pior delas é inversão de valores.Não estou falando dos atores, mas da platéia.

Quem determina o sucesso de um espetáculo é o público. Por melhor que sejam os atores e o enredo, se o público não aplaudir, a turnê acaba.

Nós somos a sociedade, nós somos a platéia, nós dizemos qual o espetáculo deve acabar e qual precisa continuar. Se nós estamos aplaudindo coisas erradas, se damos ibope a pessoas erradas, de que estamos reclamando afinal?

Somos nós que continuamos consumindo notícias de bandidos presos e condenados.

Somos nós que consumimos notícias de arruaceiros que ganham mesada para depredar o nosso patrimônio.

Somos nós que damos trela para beijaços, toplessaços, marcha de vadiaças, dos maconheiraços, dos super-heróis que batem ponto em “manifestações” (e que gostam de cozinhar-se dentro de uma fantasia num sol de 45 graus), e todos os tipos de histéricos performáticos que querem seus 15 minutos de fama.

Quando fazemos isso, estamos dando-lhes valores que não têm. Estamos dando-lhes atenção. Estamos dedicando-lhes o nosso precioso tempo.

Passou da hora de dar um basta nisso!

Por que os nossos jornais estão recheados de funkeiros ao invés de medalhistas olímpicos do conhecimento?

Por que vende-se mais jornal com notícia de um funkeiro que largou a escola por já estar milionário, do que de um aluno brilhante que supera até seus professores?

Por que sabemos os nomes dos BBBs e não sabemos os nomes dos nossos cientistas que palestraram no TED?

Por que muitos não sabem nem o que é o TED? Ou Campus Party?

Por que um evento histórico para o Brasil como o ingresso da primeira turma feminina da Escola Naval não é noticiado?

Por que um monte de alienadas com peitos de fora, merecem mais as manchetes do que as brilhantes alunas, que conquistaram as primeiras 12 vagas, da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil?

Por que nós continuamos aplaudindo a barbárie, se ainda temos valores?

O país não mudará se nós não mudarmos o foco!

Os políticos não mudarão se nós não refletirmos a sociedade que queremos!

Já passou da hora de nos posicionarmos!

Ostracismo a quem não merece a nossa atenção e aplausos para quem faz por merecer.

Merecer! Precisamos devolver essa palavra para o nosso dicionário cotidiano.
Meu coração ao olhar essa foto hoje, se divide em vários sentimentos distintos.

Muito orgulho de ser mulher e me ver representada por essas guerreiras.

Elas não estão fazendo arruaça pleiteando igualdade. Elas conquistaram a igualdade estudando e ralando muito.

Elas tiveram que carregar na mão as suas malas pesadas no dia que entraram na Escola Naval. Não puderam puxar na rodinha não! Tiveram que carregar na mão igual aos aspirantes masculinos.

Elas foram e fizeram.

Mas ao contrário das feministas de toddynho, não estarão nas manchetes dos jornais de hoje. E isso me evoca outros sentimentos.

Sentimentos de revolta, de vergonha, e de constrangimento frente a essas mulheres, que não serão chamadas de heroínas por apresentadores de televisão. Mas estão dispostas morrer como heroínas por nosso país.

Parabéns Primeira Turma Feminina da Escola Naval de 2014.

Vocês são a dúzia que vale muito mais que milhares! 

NOBLAT APONTA LULA COMO AMEAÇA À DEMOCRACIA

A serviço das organizações Globo, o jornalista Ricardo Noblat escreveu um artigo nada generoso relacionado com a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. A primeira ele acusa de incompetente e grosseira, enquanto o segundo é apontado como um verdadeiro mau caráter e uma "ameaça a democracia".

Confira o artigo de Noblat e tire suas própria conclusões:

O que leva Dilma, aos 67 anos de idade, a ser tão rude com seus subordinados? A pedido de quem me contou, não revelarei a fonte da história que segue.

No ano passado, ao ouvir do presidente de uma entidade financeira estatal algo que a contrariou, Dilma elevou o tom da voz e disse:
- Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos? Eu tenho. Quando você tiver poderá ocupar o meu lugar.

Dilma goza da fama de mal educada. Lula, da fama de amoroso. Não é bem assim. Lula é tão grosseiro quanto ela. Tão arrogante quanto.
Eleito presidente pela primeira vez, reunido em um hotel de São Paulo com os futuros ministros José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken, entre outros, Lula os advertiu:

- Só quem teve voto aqui fui eu e José Alencar, meu vice. Não se esqueçam disso.

Em meados de junho de 2011, quando Dilma sequer completara seis meses como presidente da República, ouvi de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, um diagnóstico que se revelou certeiro.

“Dilma tem ideias, cultura política. Mas seu temperamento é seu principal problema”, disse ele. “Outro problema: a falta de experiência. E mais um: tem horror à pequena política. Horror”.
Na época, Eduardo era aliado de Dilma. Nem por isso deixava de enxergar seus defeitos.

“Dilma montou um governo onde a maioria dos ministros é fraca”, observou. “Todos morrem de medo dela. No governo de Lula, não. Ministro era ministro. Agora, é serviçal obediente e temeroso. Lula não pode fingir que nada tem a ver com isso. Afinal, foi ele que inventou Dilma”.

Lula não perdoa Dilma por ela não ter cedido a vez a ele como candidato no ano passado. Mas não é por isso que opera para enfraquecê-la sempre que pode.

Procede assim por defeito de caráter. Com Dilma e com qualquer um que possa causar-lhe embaraço.

Se precisar, Lula deixa os amigos pelo meio do caminho. Como deixou José Dirceu, por exemplo. E Antonio Palocci.

Pobre de Dilma quando Lula se oferece para ajudá-la.

Na última quarta-feira, ele jantou com senadores do PT. Ouviu críticas a Dilma e a criticou. No dia seguinte, tomou café da manhã com senadores do PMDB. O pau cantou na cabeça de Dilma.

Tudo o que se disse nos dois encontros acabou se tornando público. Em momento de raro isolamento, Dilma precisa de muitas coisas, menos de briga.

Pois foi com o discurso belicoso de sempre, do nós contra eles, do PT e dos pobres contra as elites,  que Lula participou de um ato no Rio em favor da Petrobras.

Sim, da Petrobras degradada nos últimos 12 anos pelo PT e seus aliados.

Pediu que seus olegas de partido defendessem a empresa e se defendessem da acusação de que a saquearam.

E por fim acenou com a possibilidade de chamar “o exército” de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Sem Terra, para sair às ruas e enfrentar os desafetos do PT e do governo
.
Washington Quaquá, presidente do PT do Rio de Janeiro e prefeito de Maricá, atendeu de imediato ao apelo de Lula. Escreveu em sua página no Facebook:

- Contra o fascismo, a porrada. Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda. Está na hora de responder a esses filhos da puta que roubam e querem achincalhar o partido que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Agrediu, damos porrada.

É o exemplo que vem de cima!

Para o bem ou para o mal, este país carregará na sua história a marca indelével de um ex-retirante nordestino miserável, agora um milionário lobista de empreiteiras, que disputou cinco eleições presidenciais, ganhou duas vezes e duas vezes elegeu uma sem voto, sem carisma e sem preparo para governar.

Lula já foi uma estrela que brilhava sem medo de ser feliz.
Foi também a esperança que venceu o medo.
Está se tornando uma forte ameaça à democracia.

domingo, 1 de março de 2015

JORNAL HOMENAGEIA DIOCESANO

A partir desta segunda-feira, dia 2, circula o novo número do jornal A Palavra, dirigido pelo médico e escritor Eduardo Miranda. 

Um dos destaques da edição é um artigo do cirurgião Paulo Almeida fazendo uma homenagem ao Colégio Diocesano, que em 2015 comemora os seus 100 anos de fundação.

FAUSTINO SUGERE ÁREA PARA POLO UNIIVERSITÁRIO

O ex-vereador Mário Faustino enviou ofício ao Reitor da Universidade de Pernambuco, Pedro Falcão, sugerindo a criação de uma área para reunir os diversos cursos universitários que surgiram e estão surgindo em Garanhuns.

Abaixo transcrevemos o ofício do ex-parlamentar, atualmente filiado ao PSB:

Uma das vocações do município de Garanhuns é sem sobra de dúvidas o Polo Educacional, que a cada ano vem aumentando com a oferta de novos cursos superiores nas mais diversificadas áreas .

Não existe uma área específica para receber as novas universidades que chegam  a Garanhuns. Logo, muitas faculdades funcionam em locais inapropriados e de certa forma não podem oferecer um espaço tranquilo e adequado para os estudantes e professores, com estacionamento, área de convívio entre outras condições. Além do mais, a UPE esta limitada pelo espaço que hoje ocupa em Garanhuns, bem como a AESGA que tem pouco espaço para ampliar.

Desta forma, solicito o empenha do Sr. Reitor para interceder junto ao Governador do Estado de Pernambuco com o intuito de viabilizar a desapropriação de uma área onde as faculdades pudessem ser instaladas, criando assim um complexo educacional, onde as instituições públicas e privadas teriam condições de oferecer uma estrutura adequada para o pleno funcionamento de suas atividades.   

Como sugestão indico a área vizinha ao Hospital Mestre Dominguinhos, que será construído em breve, na BR ... KM ....

FHC NEGA QUE PSDB DESEJA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS

Em artigo publicado hoje nos principais jornais e site do país, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lamentou a pobreza do debate político no país e negou que o PSDB deseja a privatização da Petrobrás:
Otimista por temperamento com os necessários freios que o realismo impõe raramente me deixo abater pelo desalento. Confesso que hoje, no entanto, quase desanimei: que dizer, que recado dar diante (valham-me os clássicos) de tanto horror perante os céus?
Na procura de alento, pensei em escrever sobre situações de outros países. Passei o carnaval em Cuba, país que visitava pela terceira vez: a primeira, na década de 1980, quando era senador. Fui jurado em um prêmio Casa de las Américas.
Voltei à Ilha como presidente da República. Vi menos do povo e dos costumes do que na vez anterior: o circuito oficial é bom para conhecer outras realidades, não as da sociedade. Agora visitei Cuba como cidadão comum, sem seguranças, nem salamaleques oficiais. Fui para descansar e para admirar Havana, antes que o novo momento econômico de relações com os Estado Unidos a modifique muito.
Não fui, portanto, para avaliar a situação política (sequer possível em sete dias) nem para me espantar com o já sabido, de bom e de mau, que lá existe. Não caberia, portanto, regressar e fazer críticas ao que não olhei com maior profundidade.
Os únicos contatos mais formais que tive foram com Roberto Retamar (poeta e diretor da referida Casa de las Américas), com o jornalista Ciro Bianchi e com o conhecido romancista Leonardo Padura.
Seu livro “El Hombre que amaba los perros”, sobre a perseguição a Trotski em seu exílio da União Soviética, é uma admirável novela histórica. Rigorosa nos detalhes, aguda nas críticas, pode ser lida como um livro policial, especialidade do autor, que, no caso, reconstitui as desventuras do líder revolucionário e o monstruoso assassinato feito a mando de Stálin.
Jantei com os três cubanos e suas companheiras. Por que ressalto o fato, de resto trivial? Porque, embora ocupando posições distintas no espectro político da Ilha, mantiveram uma conversa cordial sobre os temas políticos e sociais que iam surgindo.
A diversidade de posições políticas não tornava o diálogo impossível. Eles próprios não se classificavam, suponho, em termos de “nós” e “eles”, os bons e os maus.
Por outra parte, ainda que o cotidiano dos cubanos seja de restrições econômicas que limitam as possibilidades de bem-estar, em todos os populares com quem conversei, senti esperanças de que no futuro estariam melhores: o fim eventual do embargo, o fluxo de turistas, a liberdade maior de ir e vir, as remessas aumentadas de dinheiro dos cubanos da diáspora, tudo isso criou um horizonte mais desanuviado.
É certo que nem em todos os contatos mais recentes que tive com pessoas de nossa região senti o mesmo ânimo. Antes de viajar, recebi a ligação telefônica da mãe de Leopoldo Lopes, oposicionista venezuelano que cumpriu um ano de cadeia no dia 18 de fevereiro.
Ponderada e firme, a senhora me pediu que os brasileiros façamos algo para evitar a continuidade do arbítrio. Ainda mantém esperanças de que, ademais dos protestos no Congresso e na mídia, alguém do governo entenda nosso papel histórico e grite pela liberdade e pela democracia.
Esta semana foi a vez de Enrique Capriles me telefonar para pedir solidariedade diante de novos atos de arbítrio e truculência em seu país: o prefeito Antonio Ledezma, eleito ao governo do Distrito Metropolitano de Caracas pelo voto popular, havia sido preso dias antes em pleno exercício de suas funções.
Não bastasse, em seguida houve a invasão de vários diretórios de um partido oposicionista. Note-se, como me disse Capriles, que Ledezma não é um político exaltado, que faz propostas tresloucadas: ele, como muitos, deseja apenas manter viva a chama democrática e mudar pela pressão popular, não pelas armas, o nefasto governo de Nicolás Maduro. Esperamos todos que o desrespeito aos direitos humanos provoque reações de repúdio ao que acontece na Venezuela.
Até mesmo os colombianos, depois de meio século de luta armada, vão construindo veredas para a pacificação. As Farc e o governo vêm há meses, lenta, penosa mas esperançadamente abrindo frestas por onde possa passar um futuro melhor.
Amanhã, segunda-feira, 2 de março, o presidente Santos e outras personalidades, entre as quais Felipe González, estarão reunidos em Madri num encontro promovido por “El País” ( ao qual não comparecerei por motivos de força maior) para reafirmar a fé na paz colombiana.
Enquanto isso, nós que estamos longe de sofrer as restrições econômicas que maltratam o povo cubano ou os arbítrios de poder que machucam os venezuelanos, eles também submetidos à escassez de muitos produtos e serviços, nos afogamos em copo d’água.
Por que isso, diante de uma situação infinitamente menos complexa? Por que Lula, em lugar de se erguer ao patamar que a história requer, insiste em esbravejar, como fez ao final de fevereiro, dizendo que colocará nas ruas as hostes do MST (pior, ele falou nos “exércitos”...) para defender o que ninguém ataca, a democracia e — incrível — para salvar a Petrobras de uma privatização que tucano algum deseja?
Por que a presidente Dilma deu-se ao ridículo de fazer declarações atribuindo a mim a culpa do petrolão? Não sabem ambos que quem está arruinando a Petrobras (espero que passageiramente) é o PT que, no afã de manter o poder, criou tubulações entre os cofres da estatal e sua tesouraria?
Será que a lógica do marquetismo eleitoral continuará a guiar os passos da presidente e de seu partido? Não percebem que a situação nacional requer novos consensos, que não significam adesão ao governo, mas viabilidade para o Brasil não perder suas oportunidades históricas?
Confesso que tenho dúvidas se o sentimento nacional, o interesse popular, serão suficientes para dar maior têmpera e grandeza a tais líderes, mesmo diante das circunstâncias potencialmente dramáticas das quais nos aproximamos. Num momento que exigiria grandeza, o que se vê é a miséria da política

O MONOPÓLIO DA CORRUPÇÃO

Do jornalista Homero Fonseca:

Será que as investigações do escândalo da Petrobras culminarão, se não com a erradicação, mas ao menos com um golpe mortal na corrupção tupiniquim? Gostaria que assim o fosse, mas desconfio que não. Para além da atuação do juiz Moro  e da participação do Ministério Público nas investigações, são bastantes claros e consistentes os indícios de que o alvo da operação é acabar com a corrupção do PT . E os outros? O PT levou longe demais sua realpolitik (os fins justificam os meios) e merece pagar por seus pecados. Mas, ao contrário da leitura subliminar do noticiário, não foi o PT quem inventou a roubalheira, na Petrobras e fora dela.

Não estou, de forma alguma, defendendo algo como “se todos roubam, roubemos também!” Como cidadão, desejo a punição de todos os culpados e a prevalência de uma ética republicana nos negócios públicos. Ocorre que o vazamento seletivo de depoimentos (que deveriam estar na fase do sigilo) e o tipo de cobertura dado pela grande imprensa (amplificando os depoimentos que comprometem o PT e omitindo ou minimizando acusações contra a oposição) geraram uma comoção na opinião pública (ou opinião publicada) alastrando um sentimento pró-deposição da presidente eleita. Isto muito antes de as investigações terem chegado a termo e o judiciário ter-se pronunciado. Como em 1954, contra Getúlio Vargas, e 1964, contra Jango, a mídia já julgou e trata de convencer o público do acerto do seu julgamento. Ou seja, todo o processo está contaminado de uma evidente partidarização. Só os muito ingênuos e os movidos pela má fé a serviço da sua ideologia acreditam (os primeiros) ou dão a entender acreditarem (os segundos) que somente o PT e seus aliados descobriram na Petrobras uma excepcional fonte de recursos manipulados ilicitamente para financiar campanhas eleitorais e engrossar contas bancárias no exterior.

A corrupção no Brasil é estrutural (começa quando qualquer um de nós, atento leitor, dá uma graninha para o guarda aliviar a multa de trânsito e vai até os crimes de colarinho branco). E as campanhas eleitorais são o terreno fértil onde ela opera e se potencializa em grau máximo. A equação é a seguinte: as caríssimas e longas campanhas eleitorais brasileiras são financiadas majoritariamente por grandes empresas, entre as quais se destacam as empreiteiras de obras públicas. Essas grandes empresas não doam milhões por beleza ou simpatia: fazem um “investimento” a ser cobrado quando os candidatos financiados assumirem o poder. Pragmaticamente, as doações são destinadas a TODOS os principais partidos políticos em atividade, naturalmente em maior volume para quem estiver temporariamente no poder. Existem preferências ideológicas, claro, mas na hora H o que interessa é a possibilidade de “retorno”.  E como se dá esse retorno? Através de licitações viciadas envolvendo milhões e bilhões de reais, cujos vencedores são sempre as empresas “doadoras”. Os contratos são superfaturados, porque é desse lucro extra que as empreiteiras tiram o percentual a ser pago de propina a políticos de todos os partidos que estejam no poder. Tudo isso vem de longa data e é conhecido por qualquer pessoa bem informada.  E não adianta acusar todos os políticos de corruptos e pedir a volta da ditadura: as grandes empreiteiras (Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez) se formaram ou cresceram exponencialmente durante o regime militar (como também aconteceu com a TV Globo, SBT, Editora Abril/Veja, Folha de S. Paulo).

Reportagem do El País, com o título “Construtoras investigadas despejaram 200 milhões de reais nas eleições 2014” e publicada na página da edição brasileira do jornal espanhol na internet (21/11/2014), informa que, no primeiro turno das eleições passadas, esse ervanário foi distribuído sem preconceitos político-ideológicos, beneficiando governo (em maior volume, como é a práxis) e oposição, cabendo às principais siglas os seguintes valores: PT – 47,8 milhões de reais; PMDB – 38, 1 milhões de reais; PSDB – 28,7 milhões de reais; PSB – 16,5 milhões de reais; DEM – 16,4 milhões de reais e PP – 12,2 milhões de reais. Trocando em miúdos (ou graúdos): R$ 98,1 milhões para as forças governistas e R$ 61,6 milhões às hostes da oposição.

Já página do BOL – Brasil on Line (25/11/2014) revelou que as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal doaram quase R$ 98,8 milhões aos dois candidatos à Presidência que chegaram ao segundo turno das eleições. A candidatura do PT (Dilma) recebeu R$ 64, 6 milhões e a do PSDB (Aécio), R$ 34,1 milhões.  “Ao todo, a campanha de Dilma prestou contas que recebeu R$ 350.836.301,70, e o candidato do PSDB, R$ 223.475.907,21”.

Essas contas estão no portal do TSE, mas não são facilmente decodificadas por quem não é contador ou seja do ramo. As doações aparecem uma a uma, misturadas com outras fontes de arrecadação, segundo os depósitos bancários, sem uma consolidação final. Segundo o Bol, “para chegar ao cálculo, a reportagem somou os valores doados diretamente na conta do candidato e aquelas feitas ao comitê único financeiro, que também recebem doações. Também considerou doações feitas em nome de empresas subsidiárias das empreiteiras”. 

As empresas respondem invariavelmente, quando questionadas a respeito, que agiram “conforme a lei”. Lei, diga-se de passagem, criada pelos beneficiados do sistema. Além disso, sabe-se da existência do Caixa 2 (doações por baixo do pano, logo ilegais, e mais difíceis, embora não impossível, de investigar).

Mas só se investiga o PT e a base aliada? Aos que dirão, “as acusações foram específicas a eles, portanto as investigações devem ser dirigidas a fatos reais e não hipóteses”, responda-se que surgiram por todos os lados menções e denúncias sobre participação de gente ligada à oposição e de fatos ocorridos antes da gestão petista. Só que essas denúncias não mereceram a atenção devida: aqui acolá noticia-se algo, em seguida o assunto é esquecido e ninguém se lembra de juntar as pedras do quebra-cabeça. São veiculadas isoladamente e sem grande destaque na grande imprensa (afinal é preciso parecer imparcial!).

Logo no início, um dos depoentes citou o nome do falecido senador Sérgio Guerra, que teria recebido propina quando era presidente do PSDB. Nunca mais se falou no assunto. O ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, em depoimento prestado à Polícia Federal no dia 21 de novembro de 2014, detalhou a participação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na coleta de dinheiro para o partido. E acrescentou, en passant, ter recebido propinas em troca da aprovação de contratos desde 1997 ou 1998, ou seja, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo ele, o pagamento de propina era "uma iniciativa que surgiu de ambos os lados e se tornou sistemática a partir do segundo contrato da FPSO (plataforma de petróleo) firmado entre a SBM e a Petrobras no ano 2000". Vaccari foi levado sob coerção à PF e rendeu manchetes e manchetes. Mas a corrupção anterior foi esquecida.

Em outra notícia isolada, o portal Uol – ligado à Folha de São Paulo – informa que, na campanha eleitoral de 2010, sete das dez maiores empresas doadoras de campanha foram ou estão sob investigação devido a indícios de corrupção envolvendo contratos públicos ou por conta dos seus relacionamentos com partidos e políticos. O levantamento teve como base dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aponta que, juntas, aquelas empresas doaram aproximadamente R$ 496 milhões para variados candidatos e partidos governistas e oposicionistas, dos quais o PT recebeu R$ 72 milhões e o PSBD, R$ 65,1 milhões. A mesma notícia traz declaração do secretário-geral e fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco sobre a relação de promiscuidade entre as doadoras, partidos e políticos: "Não é doação, é investimento. Existem estudos que indicam que, de cada R$ 1 doado em campanha, as empresas conseguem outros R$ 8,5 em contratos públicos".

Até a Veja (vejam só!) em sua página on line (10/02/2015) deixou escapar a informação de que em seu depoimento, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, sócio da empresa Toyo Setal, contou à Justiça Federal do Paraná que os resultados de licitações de contratos da Petrobras começaram a ser fraudados na década de 1990. Mas enfatiza as declarações do delator-premiado segundo as quais a fraude nas licitações combinada por nove empresas para dividir entre si os contratos não seriam do conhecimento do comando da empresa (inocentes!) e somente se tornou efetiva no governo Lula. Admitindo-se serem verdadeiras as declarações, nem por isso se deveria deixar de investigar a gestão da estatal nos governos tucanos. Ou não?

Em comentário na BandNews FM (24/02/2015), o jornalista Ricardo Boechat afirmou que é inegável a participação de integrantes de partidos da oposição no esquema investigado pela Polícia Federal na Petrobras. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que há envolvidos da atual oposição no esquema de corrupção da Petrobras. Ninguém tem dúvida. É claro que a corrupção da Petrobras tem marcas que antecedem a era do PT”, ressaltou. Boechat lembrou que, na década de 1980, ele próprio recebeu, com outros colegas, o Prêmio Esso de Jornalismo por uma série de reportagens feitas no jornal O Estado de S. Paulo sobre irregularidades cometidas na estatal, nos anos 80.
Causou grande reboliço o artigo do empresário Ricardo Semler, sócio da Semco Partners e ex-professor visitante da Harvard Law School e de MBA no MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), publicado na Folha de SP no dia 23 de novembro de 2014, sob o título: “Nunca se roubou tão pouco”. Semler não é um petista infiltrado no empresariado, mas um tucano com ficha de filiação assinada por Fernando Henrique, Serra, Montoro e Covas. Em seu depoimento, afirma ele: “Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina.

Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito. Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula”. E acrescenta: “Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos cochons des dix pour cent, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.” Semler aponta para esquemas semelhantes em tudo que é estatal, desde priscas eras, e revela ter votado em Aécio, “pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas”. 

Mas aplaude o fato de, pela primeira, altos executivos de grandes empresas estarem atrás das grades e se diz otimista de que a Operação Lava Jato signifique um novo ciclo da luta contra a corrupção no Brasil.

O contundente artigo do empresário não sensibilizou os agentes que investigam a roubalheira na Petrobras. Talvez porque, como revelou a repórter Júlia Duailibi, no Estadão (13 novembro de 2014), delegados da PF à frente da Lava Jato manifestaram-se inúmeras vezes, no Facebook, durante a campanha eleitoral, atacando Dilma, Lula e o PT e exaltando Aécio Neves. A matéria dá nome aos bois: Igor Romário de Paula (que participa de um grupo no FB intitulado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma e uma faixa vermelha: Fora, PT!” Herdeiro da guerra fria, o delegado Igor proclama que “o comunismo e o socialismo são um grande mal que ameaça a sociedade”). Outros policiais federais são Márcio Anselmo (que chamou Lula de anta) e Maurício Grillo (compartilhou propaganda eleitoral do PSDB e críticas a Lula e Dilma). Ou seja, imparcialidade zero (estranhamente o ministro da Justiça, a quem a PF é subordinada, não determinou o afastamento dos delegados da investigação, precedido por sindicância que confirmasse os fatos).


Resumindo: há um inegável direcionamento partidário no nível de divulgação e talvez no próprio encaminhamento da Operação Lava Jato. Os fatos e o noticiário induzem a uma demonização do atual governo e seu partido, inculcando em certa parcela da população ao PT o monopólio da corrupção ou, ao menos, a sua elevação a níveis estratosféricos (o que não é comprovado por qualquer quantificação consistente). A corrupção, estrutural em nossa sociedade, não foi inventada pelo PT, embora seja lamentável a conivência e o envolvimento do partido nas falcatruas. A Operação Lava Jato e a CPI no Congresso têm uma chance de ouro de golpear fatalmente o bacilo da corrupção em nosso organismo político. Infelizmente, não parecem trilhar esse caminho, pelo menos até agora e segundo o noticiário da grande imprensa. 

Mas se todo o esforço for direcionado somente para atingir “a corrupção do PT” mantendo  incólume a estrutura e a cultura da corrupção, deixando assim o caminho livre para “os outros corruptos”, então será necessária uma investigação sobre a investigação da Operação Lava Jato. Nos anos 1960, o saudoso Stanislaw Ponte Preta galhofava: “Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”. Hoje, a dimensão do escândalo é grande demais para permitir tiradas desse tipo. Vivemos um momento decisivo em que é preciso ter clareza dos objetivos: tirar do poder um partido ou acabar pra valer com a corrupção geral que assola o país? 


sábado, 28 de fevereiro de 2015

MULHERES VÍTIMAS DOS HOMENS

Nos últimos dias de fevereiro de 2015, Elvira Freitas fez um protesto, no facebook. Ela clamou contra o machismo desenfreado, que assola o Brasil e as brasileiras. – Elvira é adolescente de 15 anos de idade. E é aluna do Colégio Dom, em Olinda. O grito de Elvira Freitas repercutiu e ela conseguiu a adesão de professores e alunos do seu colégio. Tanto as do sexo feminino, quanto os do masculino aderiram ao apelo de Elvira! – E um montão de gente daquele colégio empunhou o cartaz: “EU LUTO CONTRA O MACHISMO.”- 2. Aproveito o tema e redijo o artigo a seguir, relatando alguns crimes cruéis, contra mulheres. E trazendo um pouco da legislação pertinente: 

A Lei Maria da Penha (11.340/2006) consagra benefícios às mulheres que se veem sob as garras de elementos psicóticos ou psicopatas. Mas a nossa Justiça é lerda e ruim. E o Estado (nação) não dá garantias a ninguém. Por outro lado, é impossível ao Estado evitar que um celerado agrida, humilhe e mate sua companheira ou ex-companheira dentro de casa ou noutro lugar qualquer. Só com penas severas e garantindo o cumprimento destas, o Estado poderia dar certa proteção às mulheres, ainda que parcialmente. – O Estado tem o dever de proteger a vida humana, conforme determina a nossa Constituição Federal (CF), em seu art. 5º, incisos diversos. Ademais, o art. 226 dessa mesma CF, diz que o Estado “assegura especial proteção” à família.

Como o que está nos códigos, não está na prática, não há essa tão decantada proteção, em lugar algum. Por isso mesmo, as mulheres têm medo de denunciar os companheiros ou ex-namorados, temendo o pior. E esse pior, não raro acontece. A Justiça é mãe bastarda, por conta da inoperância do Estado no seu todo: Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. A cada dia saem dezenas de leis. Emendam Códigos Penal e de Processo Penal. Criam mais centenas de direitos, deveres e obrigações etc., etc. – E o cumprimento das leis fica ao deus-dará. Não há seriedade para evitar a procrastinação dos julgamentos. E a progressão de penas é mais um estímulo aos assassinatos.

Prosseguindo: - No dia 12 de fevereiro deste mesmo ano de 2015, Matusalém Ferreira Júnior, de 48 anos de idade, mandou matar Izabella Márquez Gianvechio, uma jovem de 22 anos. O triplo homicídio, com todos os requintes de crueldade, foi executado em Uberaba (MG). Com Izabella foram mortos seus dois filhos, os gêmeos Ana Flávia e Lucas Alexandre, ambos com um mês e meio de nascidos. – Matusalém está detido num presídio de Uberaba. Ele já confessou que mandou matar Izabella. O motivo do triplo homicídio teria sido a recusa do próprio homicida para não reconhecer a paternidade das crianças. – A polícia já sabe quem é o executor do assassinato. Trata-se do outro bandido Antônio Moreira Pires (Pedrão), que estava foragido.
Na noite de 11.3.2013, em Itirapina, cidadezinha do interior de São Paulo, a professora Simone Lima, de 27 anos, foi esfaqueada e morta dentro de uma escola. – Ela lecionava Português naquele estabelecimento, pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). – O homicida, Thomas Hiroshi Haraguti, com 33 anos, era aluno da professora Simone. Irado por não ser correspondido no intento de namorá-la, ele entrou na sala dos professores e matou Simone com sete facadas. – É mais um psicótico que tentava ter um caso amoroso com a professora, face à beleza dela. Depois da barbárie, ele fugiu e ela faleceu a caminho do hospital. – A verdade é que esses indivíduos de índoles deformadas supõem que as mulheres sejam propriedades suas.

O ex-goleiro Bruno de Tal mandou matar Eliza Samudio, em Minas Gerais, em 2010, porque ela lhe cobrava uma pensão que ele podia pagar. Mas, não queria pagar. Seus comparsas, contratados para efetivação do homicídio, usaram de todos os meios cruéis e das torpezas mais vis que se possa imaginar. A crueldade e a perversidade foram a tônica. Além de a matarem covarde e friamente, ainda aproveitaram o corpo da jovem, pra servir de ração para cachorros. E, nos dias de julgamento, por mais que a promotoria se esforçasse com apresentação de provas robustas, assistimos a cenas teatrais, seguidas de insultos à acusação. As afrontas ao representante do Ministério Público partiram dos defensores daqueles delinquentes.

Mizael Bispo matou Mércia Nakashima (São Paulo, 2010), também usando de meios cruéis. Foi condenado a 20 anos de reclusão. E diz que está fazendo um livro, pra mostrar que não é monstro. Possivelmente, vai comprar uma bíblia e fazer curso de “Teologia”, pra facilitar a enganação dentro e fora do presídio. E com seis ou sete anos de prisão, estará em liberdade condicional. Aí ele vai conquistar outras mulheres candidatas a vítimas de morte. E pode matá-las impunemente.

Pimenta Neves assassinou a doce Sandra Gomide (também em São Paulo, 20.8.2000), após atraí-la pra morte. – Pimenta Neves, covardemente, deu dois tiros em Sandra, pelas costas. – Sandra Gomide tombou sem vida. Neves saiu tranquilamente, deixando o corpo de Sandra estendido junto às baias. – Pimenta Neves está solto. Ainda se valeu do Estatuto do Idoso. – Como pode o Estatuto do Idoso proteger bandidos de tal periculosidade, jogando por terra as demais leis que foram feitas para proteger a vida e a família?

Em 4.4.1989, José Ramos Lopes Neto matou Maristela Just (em Jaboatão dos Guararapes – PE), na frente do casal de filhos de ambos. Ainda atirou no cunhado e, pior, atirou nos dois filhos dele e de Maristela. A filha, tinha quatro (4) anos de idade. O filho, tinha dois (2) anos! Estes ficaram com sequelas graves que perduram até hoje. Algum tempo preso, depois foragido; passaram-se 20 anos para o então réu José Ramos ser condenado. Ainda assim, à revelia e às véspera da prescrição do crime. E só foi julgado, em vista de movimentos da sociedade e de familiares de Maristela, antes que o crime prescrevesse. Foi sentenciado a 79 anos de reclusão, no dia 13.5.2010. Dois anos depois, foi capturado e está preso.

E a vida de Izabella, de Simone, Eliza, Mércia, Sandra e Maristela etc. quem devolve? Se houvesse seriedade por parte dos poderes da República, os criminosos temeriam a dureza do cárcere que teriam de suportar, como paga pelos seus sentimentos vis e repugnantes. E, assim, essas centenas de vítimas não existiriam. – Tais comportamentos homicidas, por parte de “homens” contra mulheres indefesas, são muito antigos.

Antes de falar sobre inúmeros outros crimes praticados contra mulheres, passo de raspão sobre o caso do ex-desembargador José Cândido Pontes Visgueiro, que matou Maria da Conceição (Mariquinhas), porque esta não lhe foi fiel. – Note-se que Pontes Visgueiro tinha 62 anos de idade, enquanto Maria da Conceição tinha 17 anos. – Esse horrendo crime se deu no dia 14 de agosto de 1873, em São Luís do Maranhão. – Pontes Visgueiro foi condenado à prisão perpétua, com trabalhos forçados, no dia 13 de março de 1874, no Rio de Janeiro. – O julgamento foi da competência do Supremo Tribunal de Justiça (denominação da época), em virtude de Visgueiro ser desembargador – integrante do Poder Judiciário. – Pelo que vemos, a Justiça em 1874 funcionava bem melhor. – Se fosse hoje, é possível que Pontes Visgueiro nunca se submetesse a julgamento. Muito menos que sofresse condenação.

(*) Farei outro artigo pra falar sobre esse tenebroso homicida José Pontes Visgueiro. – Assim, também, pretendo abordar alguns outros homicídios contra mulheres, ocorridos nos últimos 40 anos, que já caíram no esquecimento de muita gente. – Ou que nunca chegaram ao conhecimento de outras pessoas, que nasceram bem depois dessas tragédias. – Como exemplo, lembro a morte de Ângela Diniz, perpetrada pelo playboy Raul Fernandes do Amaral Street, conhecido por Doca Street. – É ISSO. /. 

José Fernandes Costa – jfc.costa15@gmail.com